Bem Vindos!

Este espaço é destinado a todos aqueles que buscam a elevação espiritual e também colaborar com a elevação espiritual do planeta. Transformando este mundo em um mundo de paz e luz. Isto de forma simples e direta de modo que qualquer pessoa possa seguir as instruções e transformar-se em um Trabalhador da Luz.
Mostrando postagens com marcador Krishna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Krishna. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Balabhadra (Balarama) Kavacham - Escudo de Balarama



Traduzido p/ o ingles por P.R.Ramachander

Duryodhana Uvacha:-
Duryodhana disse:-

1.Gopibhyam kavacham datham,
Gargacharyena Dheematha ,
Sarva Rakshakaram divyam,
Dehi mahyam , Maha Mune

Ó Grande sábio, por favor, dê-me
O escudo de proteção dado pelo grande Garga
Às gopis, o qual protege a tudo

Sri Pradvipaka Uvacha
O sábio Pradvipaka disse:-

2. Snathvaa jale , kshauma daraa, kusha asana,
Pavithra pani krita mantra marjanam,
Smrithvathaa nathwa Balam  Achythagrajam,
Sandhrayed  dharma samhitho bhaveth.

Depois de tomar banho, vestir roupas de algodão, e se sentar em um assento de grama,
A pessoa deve purificar suas mãos através dos cantos purificatórios,
Meditar na força do irmão mais velho de Krishna,
E se tornar plena do Dharma

3. Goloka dhama adhipathi , para Easwara,
Pareshu maam pathu  pavithra keerthana,
Bhoomandalam  saraspavad vilakshyathe ,
Yan moordhni  maam pathu  sa bhoomi mandale.

Que o mestre de Goloka, que é uma Divindade
Que tem fama imaculada e que transporta
A Terra em sua cabeça como um grão de mostarda,
Possa proteger-me neste mundo

4.Seneshu maam rakshathu   sira panir ,
Yudhe  sada rakshathu  maam hali cha,
Durgeshu cha avyaan musali sada maam,
Vaneshu  sankarshana aadhi deva.

Que ele que sustenta através da cabeça proteja-me do exército,
Que ele que carrega a arado sempre me proteja da guerra,
Que ele que segura a maça me proteja da força militar
Que a primordial Divindade Sankarshana me proteja das florestas

5.Kalindaja vega  haro Jaleshu,
Nilambaro  rakshathu maam sada  agnou,
Vayo cha Ramo avathu , khe Bala cha,
Maharnave Anantha vapu  sadaa maam.

Que ele que arrastou o Yamuna me proteja da água,
Que ele que veste roupas azuis sempre me proteja do fogo,
Que Balarama me proteja do vento,
Que Balarama me proteja do céu,
E que ele que é encarnação (da consciência) de Anantha me proteja do mar

6.Sri Vasudevo aavathu Paravatheshu,
SAhasra seersha  cha Maha vivadhe ,
Rogeshu maam  rakshathu Rohinyo,
Maam Kama phalo  aavathu  vipathsu.

Que o filho de Vasudeva me proteja das montanhas,
Que ele que tem mil cabeças me proteja nos debates
Que o filho de Rohini me proteja de doenças
Que ele que satisfaz todos os desejos me proteja de perigos

7.Kamath  sada rakshathu  dhenukari,
Krodhat  sada maam  dvividha prahari,
Lobhaath  sada rakshathu Balavalari,
Mohath sada maam kila Magadhaari

Que o inimigo de Dhenuka me proteja da paixão,
Que ele que bateu em Dvividha me proteja da ira,
Que o inimigo de Balavala me proteja da cobiça,
Que o inimigo do rei de Magadha me proteja da ilusão

8.Pratha sada rakshathu Vrushni duryah,
Prahne  sada maam Madura purendra,
.Madhyandine  gopa saka prapatu,
Svarat parahne  aavathu maam sadaiva

Que o melhor dos Vrshnis sempre me proteja ao nascer do sol,
Que o rei de Mathura sempre me proteja na manhã,
Que o amigo dos gopas me proteja no meio do dia,
Que o rei de si mesmo me proteja à tarde.

9.Sayam  Phanendro aavathu maam sadaiva,
Parathparo  rakshathu maam pradhoshe,
Purna nishte  cha  durantha  veeryah,
Prathyusha kale  aavathu maam sadaiva.

Que o rei das serpentes me proteja à tarde,
Que a Grande Divindade me proteja no crepúsculo,
Que o grande invencível me proteja à meia-noite,
E que o Senhor Balarama me proteja na madrugada.

10.Vidikshu maam rakshathu  Revathi pathi,
Dhikshu  pralambari adho  Yadu dwaha,
Oordhwam  sada maam Balabhadra   arat,
Thatha  samanthad  Baladeva  eva hi.

Que o consorte de Revati me proteja em todas as direções,
Que em todas as direções, eu possa ser protegido pelo inimigo de Pralamba,
Que Balabadhra me proteja de cima,
Que Baladeva me proteja quando eu estou por perto ou distante e em todos os lugares.

11. Antha sadavyaat  purushothamo , bahir,
Nagendra leelo aavathu  maam Maha bala,
Sadantharathma  cha  vasan hari swayam,
Prapthu purna parameswaro mahan.

Que eu seja protegido pelo melhor dos homens por dentro,
Que ele que vive passatempos de rei das serpentes me proteja por fora,
Que este muito poderoso que reside sempre dentro de mim no Senhor Hari,
Ele mesmo me proteja como o Grande Deus.

12.Devasuranam Bhaya nasanam cha ,
Huthasanaam  papa chaye indhanam,
Vinasanam vighna  ghatasya  vidhi,
Sidhasanam  varma varam  Balasya.

Este escudo protetor destrói o medo dos devas e asuras,
E é o fogo que arde ao queimar pecados,
E remove completamente os obstáculos do caminho,
Este é a melhor dos escudos dedicado a Balarama.

Extraído do blog Vaishnavismo e Religião Bhagavata:
http://religiaobhagavata.blogspot.com.br/

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Expansões da Energia Feminina Divina e o Prazer Transcendental de Deus



 "Antes de ler este texto, por uma questão de continuidade dos conteúdos, acessem Relações Conjugais nas Florestas, onde estão disponíveis os links p/ os textos anteriores desta série (Valéria Ornellas)".

               Srimati Radhika é a maha-sakti e encarna a essência condensada da hladini-sakti ou mahabhava-svarupa, desta forma se direciona ao que se pretende abordar a partir dos escritos sobre os quais escrevemos. Comenta-se que Ela é também chamada Gandharva, sendo que o Rk-parisista (suplemento ao Rg Veda) “descreve o imenso brilho de Madhava quando ele está com Radha”. De fato, nos completamos em Amor Transcendental, e tal sensação de estar com quem se ama de maneira tão completa aumenta o que irradia da satisfação de ao sentimento reciprocar. No texto também se menciona que Srimati Radha é a mais bela das consortes de Sri Krishna, de modo a nem precisar de adornos de embelezamento, mas, mesmo assim são mencionados doze decorações (srngara) e doze ornamentos (abharana). Os ornamentos se contêm no aspecto que Ela é, integrando-a no desenho que se faz haver do que Eu penso, traduzindo-a para a Minha própria percepção. Mesmo que não haja como adornar ao que por si só adorna ao profundo olhar, as vestimentas e as demais decorações aumentam a Luz de nos arranjarmos, como parte da intenção de dar forma ao que mutuamente gostamos de nos doar.
O Gosvami descreve ainda que a extraordinária beleza de sua svarupa (forma e/ou natureza peculiar) é aumentada muitas vezes pela suavidade de seu rosto, a elegância dos seus cabelos e demais aspectos corporais. “Não há nada que se compare à sua beleza em todos os três mundos”, comenta-se. Radharani é o que a shakti demonstra pretender Me ofertar a partir de suas mais íntimas interações com o que sente enquanto a personificação da contraparte feminina do Amor Conjugal em sua mais plena perfeição. E Ela sente o que recebe da relação que intercambia com a Fonte de sua própria identidade e, portanto, do que Eu desejo que se faça haver na consciência que a personifica dentro da unidade que há entre Nós. Dela emanam todas as demais conformações do aspecto feminino com o qual co-crio e articulo as demais manifestações da madhura-rasa, de modo que todas as conformações estão nEla e a pertencem. Sendo assim, Sri Radhe é completa e Me agrada plenamente, porque Eu tenho-a como Aquela que Me faz satisfeito estar por ao Amor articular com total Perfeição.

               Então se descrevem e comentam muitas de suas particularidades, as quais as fazem diferente das demais saktis, todas as quais Ela mesma contém. Dentre as inumeráveis qualidades de Sri Radha, o texto que comento menciona as mais proeminentes, como: sua doçura (madhura), jovialidade, brilho, fragrância, arte musical, educação, modéstia, paciência e gravidade. Gosto Eu mesmo de apreciar à sua maneira de interceder no que desejo manifestar, fazendo o que pode a fim de Me satisfazer. Isso é uma qualidade que todas as jivas devem procurar desenvolver e, portanto, Radha é extremamente qualificada como quem detém da Sabedoria da arte de Me servir. Sendo assim, Ela é a mais íntima de todas as expressões que faço haver para ao Meu lado estar, eternamente envolvida com o que às Minhas ações fará complementar. Ela é Sri e também Lakshmi, Rukmini e Sita Devi, além de assumir muitas outras conformações, que se fazem necessárias na interação com o que se expande do Meu pensar acerca da Criação, que se destrói e que se mantém das manipulações que existem entre o feminino e o masculino que estão em Mim.
O que se afirma é verdade quanto ao fato dEla gostar muito de se ocupar com passatempos transcendentais e deles desfrutar. Sri Radhe é sempre ávida a manifestar a excelência de mahabhava, podendo transferir sensações de prema aos que a Ela se associam. Afinal,mahabhava é exclusivo de sua própria percepção, pois se trata do conjunto de sensações que somente a shakti primordial pode experimentar, porque só Ela contém dos elementos que a fazem sentir o que sente quando ao Amor reciproca com sua Absoluta Fonte. Os que dEla se aproximam e, de alguma forma, à Sua influência se submetem podem tirar proveito do que através de Minha potência de prazer podem obter para si mesmos. Conforme o que se explicita as características que a traduzem às percepções são todas transcendentais (aprakrta) e Me agradam perpetuamente. Não há como não haver agrado pleno de quem dá à Sua shakti os aspectos que dão significado ao que lhe agradam em si mesmo enquanto elemento de Sua própria feminilidade, a qual, no entanto, completa-se nas interações com o masculino que Me faz Absoluto ser.
 Radhe é especificamente a gopi que Sri é quando nos envolvemos em passatempos dos ambientes florestais de Vraja, onde, a fim de Me propor o que desejo dEla receber, suas expansões se mostram como muitas pessoas a mais, as quais, no entanto, são aspectos dEla mesma, mostrando-se através de múltiplas formas e em diferentes humores. Tais emanações de si mesma, Ela as mantém como Suas associadas (yuthas), que dão existência a um grupo formado por gopis, todas adornadas por características transcendentais e que Me atraem com olhares, gestos e qualidades. O que se propaga através da obra que estamos comentando, assim como também em outros escritos e comentários, apresenta a classificação das sakhis de Radharani em agrupamentos, sendo o mais importante deles o dasparama-prestha-sakhis, formado por Lalita, Visakha, Citra, Campaka-lata, Tunga-vidya, Indu-lekha, Rangadevi e Sudevi. Como acertadamente é colocado, através dos ensinamentos que o suposto mestre espiritual de Vijaya Kumara o transfere, todas elas têm premapor Radha-Krsna elevado ao extremo, e compõem seus próprios subgrupos de expansões, chamados gana (por exemplo, Lalita gana).

As expansões de Radhika existem conforme uma Lógica que Ela mesma domina e manifesta, fazendo-se expressar na multiplicidade de maneiras de Comigo se relacionar que existe dentro de si mesma. Partindo de tal Lógica, a madhura-rasa se faz existir tanto em svakiya (atração conjugal) quanto em parakiya (atração extraconjugal), existindo o que se pode perceber como três subdivisões de nayika (a heroína das lilas), que são mencionados a seguir: (a) o aspecto mais inocente e inexperiente (mugdha),que é tímida e se deixa controlar pelas amigas, o qual somente consegue buscar por Mim escondida das demais; (b) o aspecto intermediário (madhya), que é o único que demonstra a excelência da rasa, e contêm elementos de ambas as outras duas subdivisões, porém, que é muito mais equilibrado; e (c) o aspecto mais maduro e orgulhoso (pragalbha), de gopis intimidativas e obstinadas. As duas últimas categorias podem ser ainda compreendidas como compostas por nayikas mais experientes (jyestha) e menos experientes (kanistha). Todas elas podem experimentar circunstâncias de gracejo (dhira), seriedade (adhira) e choro (dhiradhira) mediante certos atos conjugais que reciprocamos.
Segundo tal Lógica, que está em Sri ou Radharani, têm-se sete tipos de nayikaem svakiya, sete em parakiya, ocupando as categorias madhya e pragalbha, além de um tipo de mugdha, do que totalizam 15 tipos de nayika. Elas existem em diferentes condições (avasthas), as quais podem ser experimentadas em determinadas circunstâncias. As oito principais são comentadas, e nos interessam para que possamos a um maior detalhamento tecer em torno da Transcendental Geometria que a todas elas contém. Estes estados ou condições se caracterizam por: (a) satisfação de estar indo a um encontro, decorada (abhisara); (b) compenetração em se preparar e ao local de encontro com antecedência (vasaka-sajja nayika); (c) impaciência devido a um atraso Meu (utkanthita); (d) ciúme causado pelo atraso (khandita); (e) desapontamento pela Minha ausência (vipralabdha); (f) ansiedade causada pela separação que a faz reprimir Seu Amor (kalahantarita); (g) angústia devida à separação que causa melancolia e ansiedade (prosita-bhartrika nayika); e (h) satisfação por controlar-Me, quando Me faço submisso a madhavi (svadhina-bhartrika).

Juntando tais condições circunstanciais com a subdivisão subsequente, obtêm-se mais detalhes que contribuem com a compreensão do porquê de tantas gopis. As nayikas podem também ser divididas em outras três categorias, que aparecem no Jaiva-Dharma: (a) as mais exaltadas e rendidas (uttama); (b) as que estão em estado intermediário (madhyama); e (c) as menos preparadas (kanistha). Tais subdivisões se diferenciam de acordo com a intensidade e o amadurecimento do bhavacom o qual reciproco com a mesma intensidade e natureza. Daí se multiplica 15 por 8 (os avasthas) e tem-se 120 tipos de nayikas, que, por serem dispostas nas últimas três categorias, dão como resultado 360 tipos ao todo. Esta manifestação eterna e infinita se refaz incontáveis vezes, de modo que não há como precisar o número de gopis que se fazem manifestar para que Eu possa desfrutar da lila de a tantas expressões do transcendental Amor expressar.
Outro aspecto desta geometria diz respeito às yuthesvaris (líderes das gopis), divididas de acordo com sua boa fortuna em: adhika (grande), sama (moderada) e laghvi (leve); e de novo subdivididas em outros três tipos de comportamento: (a) duronas (prakhara); (b) moderadas (madhya); e (c) suaves (mrdvi). As adhika pertencem a duas sessões: atyantiki (extremo) e apeksiki (comparativo); e todas as interseções que se fazem entre as subdivisões resultam em algum tipo de expressão do aspecto feminino essencial dentro da interação com o masculino que a faz perceber-se e articular-se como o que de fato é. Em tais articulações das yuthesvaris, aquela que não tem ninguém acima dEla é uma atyantika-adhika, e é Radha. Apeksika-adhika são superiores a muitas líderes, enquanto Atyantiki-laghu é a nayika perante a qual todas as demais são superiores.  E assim, tal geometria existe e se mantém, não apenas atrelada à Vrindávana material, mas sim na eternidade da Morada Transcendental, onde Eu estou, contemplando em Meu íntimo a tais conformações do que Eu mesmo (shaktimam) penso e sinto enquanto articulo com o que Ela (shakti) pensa e sente no Meu próprio pensar e sentir a Nossa relação conjugal e suas inúmeras manifestações.

                            Sri Krishna (29/10/2013)

Conteúdo obtido por sintonização, através de Valéria Moraes Ornellas (Sri Krishna Madhurya Devi), Sacerdotisa da Ordem de Zadkiel e co-fundadora da Editora Sétimo Raio, Rio de Janeiro – RJ, e originalmente publicado em http://srikrishnaadishakti.blogspot.com.br. Este material faz parte dos recursos de apoio ao curso de Rasa-Tattva: Princípio do Amor Divino, que será oferecido em breve pela Ordem de Zadkiel, na cidade do Rio de Janeiro. Se desejar divulgar este texto, favor citar devidamente a autoria e a fonte original da publicação.     

Obs.: Estamos estudando o livro Jaiva-Dharma, de Srila Bhaktivinoda Thakura, e, a fim de complementar nossas compreensões e aprofundá-las, Sri Krishna nos ofereceu seus comentários a trechos da parte desta obra que trata de Rasa-Tattva. Este trabalho é feito através de uma parceria, que envolve a leitura e seleção dos trechos que eu mesma faço, porém, sob orientação do Senhor; e seus comentários, os quais transcrevo na forma das explicações que acompanham às descrições do que é apresentado por Srila Bhaktivinoda. O resultado será publicado periodicamente nesta página e constituirá a base de um curso ministrado pela Ordem de Zadkiel – RJ. Veja http://ordemdezadkiel.blogspot.com.br/2013/10/lancamentos-de-cursos-de.html.

domingo, 17 de novembro de 2013

A História de Sri Venkateshvara, por P. M. Muniswami Chetty


 (*) Trechos Selecionados da Tradução Brasileira de Indumukhi devi dasi

                Suta Maharishi conta para Shaunaka e os outros sábios a história de Sri Venkateshvara Swami, começando assim:

                Sri Venkateshvara nasceu na Terra como um Salvador, para auxiliar e proteger os homens. Ele é uma encarnação de Maha-Vishnu na Terra. Ele é Deus visível (Pratyaksha Daivam). (...). (Certo dia), Narada Muni, “cantando o nome de Hari, chegou às margens do rio Ganges. Ali sábios, como Kasyapa e outros estavam realizando um grande yajna para o bem universal. Narada foi para lá. Os sábios receberam-no respeitosamente. Informaram-no sobre seu yajna.
                Narada apreciou seus esforços. Entretando, ele tinha uma dúvida. Perguntou: Quem irá arcar com o efeito yajna? Quem entre as trimurtis, vocês consideram adequado?
                Esta era uma pergunta pertinente. Mas, os sábios não conseguiram responder prontamente. Entreolharam-se e não conseguiram chegar a um entendimento. A confusão era total. Os sábios estavam divididos quanto a este assunto. Formaram grupos.
                Os devotos de Shiva diziam que deveria ser Maheshvara. Vaishnavas falavam que era Narayana a pessoa adequada para recebê-lo, enquanto outros preferiam Brahma, o criador. Narada então sugeriu um teste para que se decidisse qual deles receberia o efeito yajna. Todos concordaram com a ideia e enviaram Brighu para a tarefa.
                (...) Em Sathyaloka, Brahma e Sarasvati estavam sentados num trono dourado. Ali reunidos estavam maharishis,devarishis, (...), (dentre outros seres celestiais). Brahma estava falando a eles. Explicava-lhes os Vedas.
                Justo então, chegou Brighu. Lançou um olhar sobre a plateia. E assim mesmo, sem saudar Brahma, orgulhosamente ocupou o trono. Todos ali presentes estavam contentes com a visita de Brighu; mas, ninguém apreciou sua negligência para com Brahma. Consideraram um ato inflado caprichoso.
                Brahma sentiu que fora envergonhado. Não pode tolerar isso. Ficou louco. Seus olhos avermelharam-se. Em tom irado explodiu: Brighu, pertences à mesma raça que pertenço. Através da tua grande penitência adquiriste muitos poderes. Eu esperava que te comportasses bem. Mas, nunca pensei que serias tamanho tolo. (...)
                Brighu imediatamente desceu do trono. Pensou: Como Brahma é corajoso! Somente os de rajo guna é que possuem tal temperamento. Ele não é qualificado para a oferenda de yajna.
                Dirigindo-se a Brahma disse: Ó Senhor, nem tentaste compreender porque vim até aqui. Repreendeste-me desnecessariamente. Portanto, irás levar esta minha maldição: Nunca terás qualquer templo na Terra e ninguém irá adorar-te.
                Então ele marchou adiante para Kailash. (...)
                Certo dia Nandishvara, Bringishvara, Dhandishvara e todos outros discípulos estavam cantando os nomes do Senhor Shiva e a montanha inteira ecoava com estas orações. Todos estavam absorvidos no cantar.
                Naquela hora, Brighu chegou ali. Prosseguiu diretamente ao apartamento de Shiva. Esse era um aposento privado. E Shiva estava na companhia de sua esposa, Parvati. Porém, Brighu foi avisado pelos guardas, próximo à entrada, para que não entrasse naquele aposento, porque Shiva estava na privacidade com sua esposa. Mas, Brighu não ligou para o aviso. Entrou.
                Naquele momento, Shiva e Parvati estavam em um momento de intimidade. Ao verem Brighu, Parvati ficou envergonhada. Imediatamente ela fugiu para um lado do aposento. Shiva ficou como um louco. Exclamou: Seu Brighu, pertences à mesma raça que o criador. Aprendeste os Vedas. Fizestes grandes penitências e adquiristes mais poderes. Ainda assim não aprendeste decência. Faltam-lhe boas maneiras. É uma vergonha ser assim.
                Assim falando, pegou seu tri-sula para acertar Brighu. Mas, Parvati interveio e o impediu. Shiva logo se acalmou.
                (Brighu disse): Maheshvara, Shiva, Shankaran, mesmo sem saber a razão porque vim, apontaste teu tri-sula para mim. Portanto, receberás esta maldição: Serás adorado nos templos na Terra somente na forma do lingam, em vez de tua forma real.
                Dizendo isso, Brighu deixou o local e prosseguiu até Vaikuntam.
                Vaikuntam é um lugar muito belo. É ali que Maha-Vishnu, também conhecido como Sri Hari (Krishna) ou Narayana, vive com sua consorte, Lakshmi (Sri). (...) Um dia Maha-Vishnu estava descansando sobre o leito feito da serpente (Shesha Shayanam) no Oceano de Leite. Lakshmi estava sentada próxima de seus pés, e o servia, apertando as pernas dEle com suas mãos carinhosas. (...)
                (Brighu ali chegou, com a intenção de testar Sri Hari).  Sri Hari, embora ciente da chegada de Brighu, fingiu ser inocente. Isto lembrou a Brighu o tratamento recebido tanto em Sathyaloka como em Kailash. Ele temia que pudesse ter a mesma sina aqui também. Este pensamento provocou-o. Sem pensar duas vezes, correu até Maha-Vishnu e chutou-o em seu peito com o pé direito.
                Maha-Vishnu nem se perturbava. Primeiro que sabia o propósito da visita de Brighu. Levantou de sua cama e afetuosamente segurou as mãos de Brighu, fez com que este sentasse na sua cama e apertou as pernas dele, (...). Tendo assim perdido seu poder, Brighu percebeu sua loucura e implorou perdão ao Senhor.
                Sri Hari disse: Ó Maharishi, não tens culpa. Não fizeste nada fora do esquema. Tudo ocorreu como era devido. És apenas um instrumento. Por isso não te preocupes. Desejo-te sucesso.
                Brighu explicou então o propósito de sua visita e pediu que Maha-Vishnu viesse e recebesse o benefício do yajna que os sábios estavam fazendo. Maha-Vishnu concordou. (...).
                O yajna às margens do rio Ganges continuou durante quarenta dias. Conforme prometido, Maha-Vishnu estava ali presente no momento do desfecho e recebeu os efeitos do yagna. Depois então Ele retornou a Vaikuntam.
                Brighu chutou Vishnu em seu peito, como sabemos. Este era o local onde vivia Lakshmi. Através daquele ato, aquele local perdera sua santidade e se tornou impuro. (...) Lakshmi disse a seu marido: És o Soberano dos quatorze lokas, trinta e trêscrores de devas e oitenta e quatro lakhs de criaturas. E, no entanto, amaste e serviste o Maharishi que ousou chutar-te em teu peito e assim me envergonhou. Sou incapaz de tolerar isso.
                Vishnu falou, em tom apaziguador: Por que te sentes incomodada? Não sabes que sou o Salvador de seus devotos? Brighu é nosso filho. Os pais ficam irados e punem se sua criança os chuta? (...)
                Lakshmi disse: Querido marido, sei que excederás todo mundo em justificar tuas ações. Mas, sou incapaz de tolerar. Nossos laços se rompem a partir deste dia. Estou saindo deste lugar. Contudo, não vou deixar aquele brahmana sem uma punição.
                Lançou a maldição que a comunidade brahmínica inteira na Terra seria privada da riqueza. Viveriam unicamente por vender seu conhecimento/sabedoria educando outros.
                Ela amaldiçoou seu marido e deixou Vaikuntha, apesar dos pedidos de Vishnu para que desistisse. Ela chegou a Kolhapur, um local na Terra, e começou sua meditação.
                  O artigo anterior mostra como Sri Vishnu e Lakshmi se separaram, a partir do confronto com Brighu Muni. Veja em http://srikrishnamadhurya.blogspot.com.br/2013/02/a-historia-de-sri-venkateshvara-por-p-m.html.
            (A história continua) quando Lakshmi abandona Vaikuntam, deixando tudo na pobreza. Não havia mais prazer ou pompa. Os habitantes ficaram bastante infelizes. Aproximaram-se de Vishnu e apelaram que, de alguma maneira, Lakshmi deveria ser trazida de volta para Vaikuntam.
                Maha-Vishnu ficou desvalido. Não sabia o que fazer. Estava perplexo. Saiu de Vaikuntam para Bhulokam (Terra) a procura de sua querida. Correu aqui e ali. Subiu as colinas, correu as florestas. Buscava e procurava incansavelmente sem comer ou dormir. Não conseguia acha-la.
                Gritando: “Lakshmi, Lakshmi”, e correndo para cá e para lá, para cima e para baixo, Ele perguntava aos pavões, macacos, outros animais, aves, elefantes, leões, ursos, etc., se haviam, a qualquer hora, em algum lugar, visto sua Lakshmi.
                Sentindo cansaço e fadiga, e não obtendo nenhum indício do paradeiro de Lakshmi, Sri Hari finalmente chegou a Tirupati e, embaixo de uma sombra de árvore de tamarindo, Ele se abrigou num valmikam (toca de toupeira ou formigueiro/cupinzeiro abandonado), no santuário de Adi Vahara. Sentou em meditação, orando pelo retorno de sua querida esposa, Lakshmi.
                Narada veio a saber da deserção de Vaikuntam. Então foi para Sathyaloka. Disse a seu pai Brahma que, conforme seu conselho, havia feito arranjo para Vishnu nascer na Terra. Portanto, Lakshmi e Vishnu foram separados. Ela estava ficando em Kolhapur e fazendo penitência. Sri Hari estava se refugiando num valmikam em Varahakshetra. Estava a mingua, sem alimento. Não dormia. Havia emagrecido muito. (...) Brahma pensou no caso, durante algum tempo, e pediu que Narada fosse encontrar Lakshmi em Kolhapur. Ele mesmo partiu rumo a Kailash.
                Em Kailash, Shiva recebeu Brahma com a devida honra e indagou sobre o propósito de sua visita. Brahma explicou detalhadamente as diferenças que surgiram entre Narayana e Lakshmi, e que levaram a separação dEles, e de como Narayana estava sofrendo sem comer e dormir. Sugeriu que o próprio Shiva deveria adotar a forma de uma vaca e bezerro para alimentar Vishnu com leite, a fim de ajuda-lo a recuperar-se. Shiva concordou.
                Narada, conforme orientado por Brahma, foi para Kolhapur  e achou Lakshmi. Saudou-a (...), e disse: “Depois que saíste de Vaikuntam, Narayana também deixou o lugar e, vagando de local em local na tua busca, Ele agora se abrigou numvalmikam (...). Está muito arrasado, sempre pensando em ti e nada mais. Por favor, faça um arranjo para alimentá-lo com a ajuda de Brahma e Shiva. (...)
                Tendo ouvido de Narada sobre o sofrimento do seu marido, Lakshmi ficou muito preocupada. Ela não conseguia saber o que poderia ser feito para alimentar seu marido. Assim, ela orou a Brahma e Mahesvar para virem no auxílio dela. Ambos apareceram diante dela.
                (...) Brahma e Mahesvar pensaram um tempinho e disseram que assumiriam a forma de uma vaca e um bezerro. Pediram que ela se tornasse uma pastora de vacas e que os levasse a Chandragiri e os vendesse ao Rei Chola para facilitar que eles pudessem alimentar o marido dela com leite de vaca. Lakshmi concordou.
                Brahma tomou a forma de uma vaca, enquanto Mahesvar virou um bezerro. Lakshmi Devi assumiu a forma de uma pastora de vacas. Tocou a vaca e o bezerro até a cidade de Chamdragiri e chegou ao palácio do rei. (...)
                Tanto o rei quanto a rainha foram atraídos pela aparência da vaca e do bezerro, e compraram os animais dela. (...) O vaqueiro costumava tocar a nova vaca junto com as outras manadas, para pastarem em Venkatachalam. Mas, essa vaca nunca se misturava com outras vacas. Costumava isolar-se das outras e, sem que ninguém percebesse, ia para onde Sri Hari estava abrigado, e ali jorrava leite do seu úbere diretamente para dentro do valmikam. Depois, voltava a juntar-se às manadas até o cair da noite. Quando retornava para casa, descobriam que não havia uma gota de leite sobrando nela. Isso continuou durante alguns dias.
                Certo dia, a esposa do Rei Chola chamou o pastor de vacas e, zangada, disse: “nem sequer um dia só trouxeste o leite daquela vaca nova. A vaca não está dando leite algum ou estiveste engolindo todo leite dela ou ganhando dinheiro com isso? (...) Se amanhã não trouxeres o leite dela, serás punido”. O vaqueiro tremeu de medo. Prostrou-se diante dela e foi embora.
                Na manhã seguinte, quando levou o gado para pastar, o pastor ficou especialmente de olho naquela vaca. Após chegar a Venkatachalam, descobriu que esta mesma vaca se desgarrou. Silenciosamente, seguiu-a. Como sempre, a vaca aproximou-se do valmikam e começou a jorrar leite de seu úbere na abertura. A ira do pastor crescia sem limites. Pegou seu machado e tentou golpear o animal.
                Sri Hari viu que a vaca, que todos estes dias estivera alimentando-o, iria receber um golpe selvagem do machado do vaqueiro.
                Imediatamente Ele saiu do valmikam e tentou salvar a vaca. Nesta tentativa, acabou levando o golpe em sua cabeça. Sua cabeça começou a sangrar muito. A visão do sangue fez o vaqueiro desmaiar. Ele caiu inconsciente. O sangue que emanava da cabeça de Sri Hari se espalhou também para a vaca.
                A vaca divina saiu dali e chegou ao palácio daquele rei. Mugia bem alto para atrair a atenção do mesmo. (...) O rei e seu exército saíram e a seguiram, até onde o pastor caíra inconsciente.
                (...) Quando o rei se aproximou do valmikam descobriu Narayana numa poça de sangue que fluía de sua cabeça, (...) e que lhe mostrou sua forma original, dizendo com voz zangada: “Seu tolo, impensadamente causaste esta ferida através de teu pastor. Por esse ato, amaldiçoo-o a virar fantasma”.
                O rei arrependeu-se e implorou perdão. (...). Sri Hari disse: “O rei é responsável pelos pecados cometidos pelos seus súditos. Minha maldição não pode ser retirada. Depois desse nascimento, renascerás na mesma família e serás chamado Akasaraju. Então darás tua filha Padmavati em casamento a Mim (...), e obterás moksha (liberação)”.
               O Rei Chola certa vez fora amaldiçoado por Vishnu. Como resultado disso, ele virou um rakshasa (demônio). Tal período acabou passando, e assim ele teve que renascer numa família real, conforme a maldição. Portanto, ele entrou no ventre da esposa de Sudharma e nasceu como filho deles. Deram-lhe o nome de Akasa Raju. (...)
               Quando Sudharma ficou velho, fez de Akasa Raju o novo rei (...). Sudharma morreu, e Akasa Raju governava bem. A esposa dele, Dharani Devi, tratava os pobres caridosamente. As pessoas viviam felizes sob o governo deles. Todos os súditos deles eram obedientes. O casal real não tinha filhos. Só isso é que era uma tristeza para eles. Ficavam muito preocupados com isso.
               Num certo dia auspicioso, Akasa Raju convidou seu kula guru, Suka Maharishi. Devotadamente, ele lavou os pés doguru e orou a ele para que o aconselhasse sobre o que deveria fazer para conceber crianças.
               Suka Maharishi disse: “Há muito, muito tempo atrás, o rei Janaka realizou Puthrakamesti Yajna e conseguiu Janaki (Sita) como filha. Também podes fazer o mesmo. Deus irá abençoá-lo”.
               Akasa Raju ficou muito satisfeito com a sugestão do Maharishi. Coletou todos os materiais necessários para o yajna(sacrifício de fogo, rito purificatório). Num dia auspicioso, convidou brahmanas e depois do puja (adoração a Deidade), ele mesmo começou a arar o campo, onde o yagna seria realizado, com seu arado de ouro. Enquanto arava, algo pegou no arado e este não se mexia mais. Assim, escavaram no barro. Encontraram uma caixa enterrada no solo. Quando a caixa foi retirada e aberta, para surpresa deles, encontraram uma linda criança do sexo feminino em meio a uma flor de lótus de mil pétalas. Naquele momento, houve um brilhante raio no firmamento e ouviu-se uma voz do céu que dizia: “Akasa Raju, és muito afortunado. Como resultado dopunya (crédito cármico) adquirido em teu último nascimento, ganhaste esta criança. Através dela, tua raça será beneficiada”.
               (...) Akasa Raju pegou a criança em seus braços, recebeu as bênçãos de Maharishi e outros, deixou o campo do yajnae chegou ao seu palácio. Como a criança nascera num padma (flor de lótus), foi chamada de Padmavati, conforme sugestão de Suka Maharishi.
               O Nascimento anterior de Padmavati: Padmaksha Maharaj realizou Varalakshmi Vratham e, pela graça daquela Deidade, teve uma criança do sexo feminino. A criança foi chamada Masulungi. Gradualmente Masulungi crescia mais e mais luminosa, e brilhava tal como a lua cheia. Logo ela aprendeu muito bem todas as artes. Aos dezesseis anos atingiu a puberdade.
               Desde sua infância, Masulungi era uma ardente devota de Sri Hari. Ela o adorava diariamente com devoção. Dedicava sua vida à Vishnu e decidiu casar-se apenas com Ele.
               Padmaksha ficou sabendo do desejo dela. Por conseguinte, pronunciou o svayamvara (cerimônia de escolha do esposo) de Masulungi. Rajas (reis) de diversos reinos foram convidados e todos eles estavam presentes. Ravana não foi convidado.  Contudo, como soube do svayamvara, também estava presente. Tendo sido atraído pela beleza de Masulungi, Ravana tentou consegui-la pela força. O pai dela, Padmaksha, interveio. Porém, Ravana matou-o (...).
               Masulungi apelou a Sri Hari e, com seu nome nos lábios, conseguiu desaparecer de cena. (...) Chegando aos Himalayas, ela sentou-se em meditação em Sri Hari, de olhos fechados.
               O desapontado Ravana, estava retornando a seu reino por via aérea. A caminho, enxergou Masulungi nos Himalayas, sentada em penitência. Um raio de esperança passou na mente dele. Descendo de sua carruagem, colocou-se diante de Masulungi. (...)
               Ravana tocou a face de Masulungi com seu dedo indicador e disse: “Querida, tendo fugido dali, chegaste até aqui. Pensas que Narayana irá te salvar? Não podes escapar de mim. Só eu sou o par adequado para ti. Vem e me aceita”.
               (...) Zangada, ela gritou: “Seu demônio, como ousa forçar uma mulher contra a vontade dela? Por tua causa vou dar cabo da minha vida, jogando-me no fogo. Tu e tua raça irão perecer por causa de uma dama como eu”. Tendo assim falado, ela criou um fogo mediante seu poder de yoga, e se jogou nele, sendo reduzida a cinzas e absorvida no fogo (Agni).
               No Ramavatar, Rama com Sita e Lakshmana, passaram quatorze anos no exílio. (...) Certo dia, quando Rama e Lakshmana estavam longe da cabana, e Sita estava sozinha, Ravana tentou leva-la embora. Ao saber antecipadamente sobre esta tentativa de Ravana, Agni substituiu Sita (Sri) por Vedavati (Bhu). (...) Ravana carregou para Lanka Vedavati, que estava no lugar de Sita, confundindo-a com Sita.
               Depois de Ravana ser morto por Rama, Sita entrou no fogo, para provar sua castidade. Daquele fogo, Agni Deva apareceu com ambas Sitas, e explicou para Rama como Ravana fora enganado. Agni pediu que Sri Rama casasse com Vedavati, que havia passado por inenarráveis sofrimentos nas mãos de Ravana, e que estivera orando o tempo todo para casar com Ele. Sita também concordou com a proposta.
               Porém, Rama disse que estava observando o Ekapatni Vrata (voto de fidelidade a uma única esposa) naquele avatar. Prometeu casar com Vedavati na Kaliyuga, quando nasceria como Srinivasa e ela como Padmavati, filha de Akasa Raju.
               Satisfeita com isso, Vedavati absorveu-se em Agni. Aquela Vedavati é esta Padmavati.
               Padmavati estava gradualmente crescendo e ficando mais luminosa dia a dia. (...) Foi numa sexta-feira, quando ela estava fazendo Gauri Puja (adoração à Durga), e brincando com suas colegas. Justo naquele momento, Narada apareceu diante delas, cantando os hinos de Narayana. Padmavati prostrou-se diante dele e ofereceu-lhe um assento.
(...). Narada ofereceu-se para estudar a palma dela e predizer seu futuro. (...) Narada examinou sua palma e disse: “Padma, Dvaja e Madhya Rekhas (linhas) aparecem na sua palma. Estas rekhas predizem que irás ser esposa de Sriman Narayana. Enquanto Padma Rekha prediz que terás abundante fortuna e prosperidade, Dvaja Rekha prediz um modo de vida régio. Terás fama e conquistarás a apreciação das pessoas”.


No próximo artigo: Padmavati e Srinivasa se encontram (Em Breve)